A Pé Pelo Mundo !
Bolívia
Terra de Diversidade, Desafios Sociais e Transformações Políticas
A Bolívia, país situado no coração da América do Sul, é um dos destinos mais fascinantes do continente, tanto por sua geografia única quanto por sua rica diversidade cultural. Limitada pelo Brasil, Paraguai, Chile, Argentina e Peru, a Bolívia apresenta uma grande variedade de paisagens que vão desde os Andes, com suas montanhas imponentes, até as planícies tropicais da região amazônica. Sua localização estratégica e seu histórico de movimentos sociais tornam um país de grande relevância na dinâmica política e econômica
Com uma população que ultrapassa os 12 milhões de habitantes, a Bolívia é caracterizada por uma impressionante diversidade étnica. Indígenas, mestiços e descendentes de europeus formam um mosaico cultural que permeia todas as esferas da sociedade boliviana. O país abriga uma rica herança de culturas ancestrais, como os Aymaras e Quechuas, que se reflete na língua, na arte, nas tradições religiosas e nas práticas cotidianas da população. Além disso, a Bolívia se destaca por ser um dos países mais emblemáticos da América Latina em termos de resistência e luta pela autonomia dos povos indígenas.
Politicamente, a Bolívia tem vivido intensas transformações nas últimas décadas. A ascensão de Evo Morales à presidência em 2006 marcou uma nova fase na história do país, com reformas significativas no sistema político e a ampliação dos direitos dos povos indígenas. Essas mudanças, embora controversas em certos setores, refletiram na busca por uma maior equidade social e por uma identidade mais inclusiva para todos os cidadãos bolivianos. A Bolívia é um país subestimado mas que, como qualquer lugar no mundo, tem a sua beleza, pontos turísticos, histórias, culturas e tradições que todo viajante deveria conhecer.
No entanto, apesar dos avanços, a Bolívia ainda enfrenta desafios significativos em termos de desenvolvimento económico, infraestrutura e desigualdade social. A luta pela redução da pobreza e pela construção de um futuro mais justo continua sendo uma prioridade nas políticas públicas. Ao mesmo tempo, a preservação de sua biodiversidade e a gestão sustentável de seus recursos naturais são questões cruciais para garantir um equilíbrio entre o crescimento econômico e a proteção ambiental. Neste artigo, exploraremos os aspectos históricos, culturais, sociais e políticos da Bolívia, buscando compreender suas complexidades e os caminhos que o país está trilhando rumo a um futuro maior.
A temperatura média anual em La Paz, situada a 3.697 m, é de 8°C, enquanto na cidade de Trinidad em terras baixas da Bolívia é de 26°C. Na Bolívia no verão entre Novembro e Março há a estação quente e úmida.
Por outro lado, os meses de inverno entre Abril e Outubro são secos e frios. Pode ser visitada durante todo o ano, mas a melhor época para viajar é durante a estação seca e fresca entre abril e outubro.
Nos meses de outono e inverno (abril a setembro), noites com temperaturas gélidas e geadas passam a ser mais frequentes, porém são épocas com céu menos encoberto e chuva ocasional. Eventos de neve podem ocorrer no inverno, especialmente ao amanhecer e geralmente derretem antes do meio-dia.
Principais cidades
La Paz – sua capital
La Paz, na Bolívia, é a capital administrativa mais alta do mundo e está situada no Altiplano dos Andes, mais de 3.500 m acima do nível do mar. Estendendo-se até a cidade de El Alto nas montanhas, ela tem como pano de fundo o monte Illimani, de 6.438 m. Sua paisagem extraordinária pode ser apreciada em passeios no Mi Teleférico, um sistema de bondes aéreos.
O que ver em La Paz
Praça Murillo - A Praça Murillo é o principal espaço público da cidade de La Paz, capital da Bolívia. Seu nome é uma homenagem a Pedro Domingo Murillo, patriota boliviano e precursor da independência do país. É também o marco zero a partir do qual se medem as distâncias no país. Situa-se a mais de 3600 metros de altitude.
Em segundo plano Palácio Quemado
Mercado das Bruxas - O Mercado das Bruxas, também conhecido como El Mercado de las Brujas e La Hechiceria, é uma atração turística popular localizada em Cerro Cumbre, uma clareira na montanha em La Paz. Está localizado na rua Linares, bairro El Rosario, mas também se estende pelas ruas Jiménez, Santa Cruz e Illampu. Uma velha senhora corcunda vestida com uma saia volumosa e um típico chapéu-coco entra em uma das lojas do centro de La Paz. Com suas mãos trêmulas, examina minuciosamente alguns itens… pouco a pouco, vai separando algumas coisas em um saco de pano e sempre pergunta ao vendedor os preços. Além de objetos como um sapo seco, amuletos da sorte, ervas frescas, poções de cura e incensos, ela resolve comprar também um pequeno feto de lhama mumificado para uma oferenda.
Mirador Killi Killi - Destino famoso no topo de uma colina com vista panorâmica estonteante para a cidade e jardins paisagísticos. Killi killi é o nome em quéchua dado ao pássaro conhecido no Brasil como peneireiro-das-torres ou francelho. Trata-se de um pequeno falcão que tem como características físicas garras brancas, cabeça cinzenta e uma faixa azulada nas asas, no caso do macho. A espécie era abundante no local onde foi criado esse mirante, de onde é possível ter uma visão de praticamente 360° da cidade de La Paz e montanhas à sua volta.
Igreja e Convento de São Francisco -
A Igreja e Convento de São Francisco situa-se na Plaza de San Francisco, no centro de La Paz. Construída no século XVIII, é o principal monumento da época colonial na cidade. O povo que vivia na região era dividido pelo Río Choqueyapu – de um lado moravam os indígenas e, à outra margem, os espanhóis. O edifício foi erguido do lado indígena e, como não era concebível que os dois povos se misturassem, foi construída uma entrada exclusiva para os espanhóis que só era acessível por uma ponte ligada ao outro lado do rio. Atualmente, o rio está coberto por avenidas e não pode ser visto no centro da cidade.
Chacaltaya - Chacaltaya é um pico da Cordilheira dos Andes de 5 421 m de altitude. Está a cerca de 30 km da cidade de La Paz, e próximo a Huayna Potosí. O acesso à estação é por uma estrada estreita e bem íngreme, e para se chegar à base é necessário vencer um caminho de 200 m construído na década de 1930.
Cochabamba
É uma cidade no centro da Bolívia. Numa colina a este, um teleférico conduz à gigantesca estátua de Cristo de la Concordia, com vistas da área circundante. No centro da cidade encontra-se a Plaza 14 de Septiembre, uma praça colonial rodeada de arcadas, e a catedral de San Sebastián, de estilo barroco andino. Nas proximidades, existem várias igrejas coloniais, como Santo Domingo, com a sua impressionante fachada em pedra esculpida.
Copacabana
É a principal cidade do entorno do Lago Titicaca na Bolívia, de onde saem os barcos que fazem a visita à Ilha do Sol, uma ilha sagrada dos Incas. Está localizada a 3 841 metros acima do nível do mar e a 155 quilômetros de La Paz. Faz fronteira com o Peru. O nome deriva da expressão kota kahuana do dialeto Aymara, que significa "vista do lago".
Em Copacabana, está a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, padroeira do país, onde se encontra uma das imagens mais cultuadas da Virgem Maria.
Potosí
Potosí é a capital da Província de Tomás Frías e do Departamento de Potosí. Sua população, no censo de 2009, era de 194.298 habitantes, e previsões apontam que em 2024 Potosí já têm em torno de 300.000 habitantes. Situada na Cordilheira dos Andes, à altitude de 3.967 metros, é uma das cidades, geograficamente, mais altas do mundo.
Rurrenabaque
É uma pequena cidade no norte da Bolívia, no rio Beni. É a capital do município de Rurrenabaque. Nos últimos anos, tornou-se popular com o turismo internacional, pois é uma porta de entrada fácil para visitas ao Parque Nacional Madidi, que fica dentro da floresta tropical boliviana.
É a porta de entrada para a Amazônia boliviana, sede do Parque Nacional Madidi, uma reserva natural com uma biodiversidade impressionante. Os passeios são ideais para os viajantes aventureiros que buscam experiências respeitosas com a fauna e a flora e que apoiam a sustentabilidade.
Sucre
Sucre, é a capital constitucional da Bolívia e capital do departamento de Chuquisaca, além de ser também a 5.ª cidade mais populosa do país. Embora Sucre seja a capital boliviana de jure [pela lei, de fato, pelo direito], a sede do governo localiza-se em La Paz, o que a torna capital de facto. “Localizada na região do Centro-Sul boliviano, Sucre eleva-se a 2 810 metros (9 200 pés) de altitude, sendo, portanto, uma das cidades mais altas da América do Sul. Ao longo de sua história, foi denominada Charcas, La Plata e Chuquisaca, e recebeu a alcunha de "Cidade dos Quatro Nomes"-Wikipédia.
Santa Cruz de La Sierra
Santa Cruz de la Sierra é o centro comercial da Bolívia e a capital do departamento de Santa Cruz. Fica no rio Pirai, nas planícies tropicais a este da Cordilheira dos Andes. Fundada pelos espanhóis no século XVI, é atualmente um centro cosmopolita com museus, restaurantes e discotecas. O seu centro histórico assenta na Catedral Metropolitana, em tijolo rosa, na Plaza 24 de Septiembre, a praça central. Fundada por espanhóis do Paraguai em 1561 no que hoje é San José de Chiquitos, foi atacada repetidamente por índios até 1595, quando foi movida para sua localização atual ao longo do Rio Piray e renomeada Santa Cruz de la Sierra. Seus habitantes declararam sua independência da Espanha em 1811, e a cidade foi recapturada apenas brevemente por forças monarquistas. Em 1950, uma rodovia para Cochabamba foi concluída. Ferrovias fornecem acesso ao Brasil, Argentina e sul da Bolívia, e o aeroporto internacional da cidade é o mais movimentado do país.
Oruro
Oruro é a 6ª cidade mais populosa da Bolívia. Capital do Departamento de Oruro, na Bolívia. Tem uma população de 260 660 habitantes. Entre os departamentos de La Paz e Potosí.
O Carnaval de Oruro é famoso a nível mundial (declarada Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Já antes do carnaval propriamente se vivem os preparativos do mesmo, com uma série de festas prévias denominadas "convites" e incitações às pessoas ricas para que cooperem com os festejos, trajes, bandas etc. À margem do carnaval, o Santuário da Virgem do Socavón é um lugar que vale a pena se visitar. Também se pode visitar o Museu Arqueológico, o Museu Mineralógico, a Casa da Cultura e a Rua La Paz, que é onde os bordadores confeccionam as originais vestimentas dos dançarinos que participam do carnaval.
Carnaval de Oruro
Tarija
Tarija é uma cidade isolada do sul, mas chama a atenção para estar a poucos passos das vinhas onduladas, tornando-se uma ótima base para explorar as vinícolas de El Valley de la Concepción, que produz os vinhos de maior altitude no mundo.
A cidade em si tem um ambiente convidativo, com belas praças com palmeiras e cafés, bares em terraços que aproveitam ao máximo o clima amplo e cheio de sol.
Catedral de Tarija
A variedade de destinos da Bolívia é convidativa para qualquer época do ano. Uma das maneiras de escolher uma boa época para viajar para lá e conferindo o padrão climático de cada parte do país. Veja, a seguir, quais são as variações climáticas nas diversas regiões turísticas:
- Região do Altiplano: A parte do país que compreende La Paz, o Lago Titicaca, Oruro e o Salar de Uyuni possui um clima semiárido frio com ventos durante todo o ano. O período chuvoso nesta região vai de novembro a março; entre abril e outubro o inverno é seco com dias ensolarados e bastante frios — época escolhida pela maioria dos turistas brasileiros.
- Região da Cordilheira Central: A Cordilheira Central fica no leste do Altiplano. É lá que estão as cidades de Cochabamba, Sucre, Tarija e Potosí. Essa é a região do país com o melhor clima (semelhante ao do Mediterrâneo). Se quiser ver a neve, vá durante o inverno a Potosí.
- Região das terras baixas tropicais: Nas terras baixas tropicais, que compreendem mais de metade do território boliviano, o clima é quente e úmido durante todo o ano. Entre outubro e maio, as chuvas são recorrentes.
A Amazônia boliviana é uma região da floresta tropical que abrange uma área de mais de 6 milhões de milhas quadradas. É uma das áreas protegidas mais impressionantes da América do Sul.
O lago Titicaca, situado na fronteira entre o Peru e a Bolívia, na Cordilheira dos Andes, é um dos maiores lagos da América do Sul e o curso d’água navegável mais alto do mundo. Considerado o local de origem dos incas, ele abriga várias ruínas. Suas águas são calmas e límpidas. Nos arredores, está localizada a Reserva Nacional do Titicaca, que abriga uma rara fauna selvagem aquática, tendo, por exemplo, sapos gigantes.
Os voos para a Bolívia das principais capitais brasileiras vão para Santa Cruz de la Sierra e de lá pode encontrar voos regionais para outras cidades.
Para entrar na Bolívia, brasileiros precisam de um passaporte válido, comprovante de vacinação contra a febre amarela e preencher um formulário de entrada.
Documentação necessária
Visto
O custo do visto boliviano para brasileiros pode variar dependendo do tipo de visto e da duração da estadia
Verificação de requisitos
É importante verificar os requisitos atualizados antes de viajar, pois políticas podem mudar. Para obter informações atualizadas sobre os custos específicos e os tipos de visto disponíveis, é recomendável verificar diretamente com a embaixada ou consulado da Bolívia mais próximo.